domingo, 8 de março de 2020

LIGA PORTUGUESA -

LIGA PORTUGUESA

  • CLASSIFICAÇÃO
  • GOLEADORES
CLUBEJPTS
1FC PORTO2460
2BENFICA2459
3BRAGA2446
4SPORTING CP2442
5RIO AVE2438
6GUIMARAES2437
7FC FAMALICAO2437
8MOREIRENSE2430
9SANTA CLARA2430
10GIL VICENTE2430
11BOAVISTA2429
12VITORIA SETUBAL2428
13BELENENSES2426
14TONDELA2425
15MARITIMO2424
16PAÇOS DE FERREIRA2422
17PORTIMONENSE2416
18DESPORTIVO AVES2413
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DESPROMOÇÃO

Dragão cedeu sob pressão: As notas do FC Porto-Rio Ave

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Azuis e brancos desperdiçaram a oportunidade de se distanciarem do Benfica na liderança do campeonato ao empatarem a uma bola na receção ao Rio Ave.


Anoite de sábado tinha tudo para ser radiante para o FC Porto. Afinal, horas antes, o Benfica, principal concorrente na luta pelo título, empatou a uma bola no Bonfim, diante do Vitória FC, o que significava que uma vitória sobre o Rio Ave, em pleno estádio do Dragão, permitiriam aumentar a vantagem para o segundo classificado para três pontos.

No entanto, a equipa orientada por Sérgio Conceição pareceu não saber lidar com a pressão, acabando por assinar uma exibição marcada por um nervosismo palpável durante os 90 minutos, que culminou num empate a uma bola.

Os dragões entraram, ainda assim, bem na partida, e podiam ter inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, não fosse Pawel Kieszek ter 'voado' para defender um cabeceamento de Sérgio Oliveira à boca da baliza.
A primeira tentativa não entrou, ao contrário da segunda. Aos 18 minutos, e após uma jogada de insistência, Shoya Nakajima fez um passe atrasado na grande área, que Chancel Mbemba aproveitou para atirar para o 1-0.

O golo tinha tudo para tranquilizar as hostes... mas surtiu o efeito contrário. A bola pareceu queimar nos pés dos jogadores do FC Porto, que se tentavam livrar dela o mais rapidamente possível, resultando em remates disparatados do meio da rua e em cruzamentos inofensivos.
Quem aproveitou foi o Rio Ave, que, mais uma vez, conseguiu bater o pé a um 'grande' do futebol português, com mérito para Carlos Carvalhal, que não se deixou amedrontar pelo poderio do adversário e voltou a apresentar uma equipa empenhada em lutar pelo resultado olhos nos olhos.

Uma postura que foi premiada aos 33 minutos, com um belo golo de Mehdi Taremi. O internacional iraniano combinou com Diogo Figueiras, 'bailou' diante de Ivan Marcano e, com muita classe, colocou a bola no fundo das redes à guarda de Agustín Marchesín.
O FC Porto não soube como reagir ao golo sofrido, e, pese embora se tenha instalado no meio-campo adversário no segundo tempo, demonstrou sempre sérias dificuldades em penetrar a defesa vila-condense, tendo apenas conseguido fazê-lo em duas ocasiões.

A primeira foi aos 62 minutos, quando Soares cabeceou ligeiramente acima da baliza, e a segunda aos 78, no lance que marcaria a partida. Kieszek defendeu três remates, antes de Aderllan Santos se 'embrulhar' e colocar a bola na própria baliza. Um golo que seria anulado pelo VAR, devido a um fora de jogo de Soares por... três centímetros.
Se a história do jogo teria sido diferente se o lance tivesse sido validado? É provável que sim. Mas a verdade é que o FC Porto pouco fez para ultrapassar o Rio Ave, acabando por empatar e deixar tudo igual na frente do campeonato. Os dragões são líderes, mas mantêm-se com apenas um ponto de vantagem sobre o Benfica.

Figura
Mehdi Taremi não esteve 'ligado' ao jogo durante toda a partida, mas, sempre que foi chamado a intervir, fê-lo com qualidade. Entrou no jogo algo distraído, acabando por ser apanhado em posição irregular por algumas vezes, mas, na primeira oportunidade de que dispôs, fez uso da técnica que lhe é reconhecida para marcar. Nos momentos em que o Rio Ave se viu mais 'apertado', recuou para pegar no jogo e também aí foi importante.

Surpresa
Diogo Figueiras está longe de ser um jogador desconhecido para os adeptos do futebol português, mas acabou por surpreender, especialmente, pela forma como interpretou o papel que lhe foi dado por Carlos Carvalhal. Fez o que pôde para travar as investidas da ala esquerda do FC Porto, e, a atacar, não se limitou a correr para a linha, descaindo, especialmente na primeira parte, para o centro, onde fez a diferença no lance do golo de Taremi.

Desilusão
Será, porventura, injusto criticar o autor da assistência para o único golo do FC Porto, mas essa terá sido, porventura, uma das poucas boas ações de Shoya Nakajima durante os 90 minutos. Foi no japonês que mais se notou o nervosismo instalado na equipa azul e branca, o que o levou, por exemplo, a rematar de longe quando tinha colegas mais bem posicionados, ou a cruzar para a 'terra de ninguém'.

Treinadores
Sérgio Conceição: O FC Porto apresentou demasiado pouco, especialmente do ponto de vista ofensivo, para uma equipa que se diz candidata ao título. Raras foram as ocasiões em que os dragões conseguiram chegar à grande área do Rio Ave com perigo, pelo que o fora de jogo milimétrico assinalado a Soares não pode servir como desculpa para este 'deslize'.

Carlos Carvalhal: Mais uma exibição de gala deste Rio Ave, ainda que com algumas cautelas defensivas, o que se percebe pelo poderio do adversário. Os vila-condenses recusaram sempre o 'chutão' para a frente, e deram primazia à construção a partir da defesa, onde também acabaram por beneficiar da 'frouxa' pressão alta do adversário. O empate encaixa-lhe 'que nem uma luva'.
Árbitro
Noite nada fácil para Artur Soares Dias, especialmente na segunda parte. O lance mais 'chamativo', claro está, é o golo (bem) anulado ao FC Porto, devido a um fora de jogo milimétrico de Soares, mas aquele que mais promete dar que falar teve lugar aos 55 minutos, quando Aderllan Santos derrubou Moussa Marega na grande área. O lance é, sem dúvida, polémico, e poderia ter dado lugar à marcação de uma grande penalidade.

O sub-rendimento foi demasiado nítido: As notas de Vitória FC-Benfica

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Muita desinspiração e falta de confiança por parte da equipa encarnada, que nos últimos oito jogos venceu... apenas um. Vitória FC primou pela organização e eficácia.




O Benfica conseguiu apenas uma vitória nos últimos oito jogos. Este sábado, depois de terem perdido a liderança para o FC Porto na última jornada, as águias voltaram a escorregar no Bonfim e não foram além de um empate a um golo frente ao Vitória FC, em jogo da 24.ª ronda da I Liga. Carlinhos marcou para os sadinos e Pizzi fez, de grande penalidade, o único golo da equipa encarnada.

Num jogo de duas partes completamente distintas, se a primeira foi um completo deserto de ideias, de poucas ocasiões de golo e de pouco futebol, o segundo tempo melhorou significativamente.
O Vitória FC entrou aguerrido e foi premiado com um golo logo no primeiro minuto da segunda metade Pouco depois, o Benfica conseguiu chegar ao empate, mas fez sempre muito pouco para conseguir passar a muralha sadina em jogo corrido. Pizzi teve nos pés, novamente de grande penalidade, o golo que poderia dar os três pontos aos encarnados, mas da marca dos 11 metros voltou a vacilar, à imagem do que aconteceu no último jogo frente ao Moreirense.
A falta de confiança é notória na equipa do Benfica e são vários os jogadores em sub-rendimento. Bruno Lage tem que dar 'um murro na mesa', até porque nas últimas 5 jornadas já tem mais empates e derrotas (2 empates, 2 derrotas) do que nas suas primeiras 38 jornadas na I Liga no comando técnico da equipa da Luz.

Figura do jogo: Marcou o golo do Vitória FC e deixou, para lá disso, uma excelente imagem daquilo que é a sua qualidade. O médio de 25 anos mostrou uma grande qualidade técnica, assumiu a batuta e foi lá à frente marcar quando assim teve oportunidade. Um dos melhores elementos da equipa sadina conseguiu provar diante do Benfica que consegue brilhar frente a qualquer adversário.
Surpresa: Aos 33 anos, Zequinha ainda está aí para as curvas. Sempre que teve bola foi um problema para a defesa encarnada. Inspirado, o avançado fez ainda o passe que deu origem ao golo do Vitória FC e, nem o facto de perder algum fulgor com o desenrolar do encontro, apaga uma exibição muito positiva do atacante português.

Desilusão: Pizzi é, talvez, o jogador que mais salta à vista pelo facto de ter falhado a grande penalidade que poderia ter dado a vitória ao Benfica. Não só pelo penálti, o camisola 21 das águias atravessa um mau momento de forma, mas não é único. Muitos dos jogadores da equipa de Bruno Lage apresentam-se em sub-rendimento. Cervi, ontem, foi titular e não justificou essa aposta, tal como Tomás Tavares colecionou um enorme número de passes falhados e de cruzamentos disparatados. Além de ainda ter alguma culpa no golo sofrido, uma vez que Carlinhos surge no espaço que deveria ser ocupado por si.
Bruno Lage: O Benfica conta com apenas uma vitória nos últimos jogos. Se tivermos em conta que alguns desses encontros foram diante de equipas acessíveis, como Moreirense ou Vitória FC, o peso dos números ganha outros contornos. Os jogadores do Benfica estão em claro sub-rendimento e recuperar a confiança é trabalho do treinador. Algo que Bruno Lage não tem conseguido fazer. Nem com as mexidas na equipa… Neste jogo da 24.ª jornada apresentou uma dupla de meio-campo inédita, mas mais uma vez sem o efeito pretendido. A equipa voltou a sofrer e ficou muito aquém no processo ofensivo, que atravessa um verdadeiro deserto de ideias.

Júlio Velázquez: Colocou a sua equipa muito retraída num primeiro momento, mas com as transições bastante afinadas. Primeiro, Zequinha podia ter feito estragos, depois Carlinhos chegou mesmo ao golo. É certo que o Vitória FC teria de passar muito tempo a defender, mas para não sofrer não basta colocar uma equipa atrás da linha da bola. É preciso organização e o treinador espanhol organizou os seus jogadores de forma sublime. O Benfica mostrou-se desinspirado, mas o conjunto sadino soube sempre como colocar-se em campo.
Árbitro: Esteve bem nas decisões mais complicadas. Recorreu ao VAR no lance do primeiro penálti e decidiu bem relativamente à cotovelada de Semedo em Rúben Dias. Na segunda grande penalidade também ajuizou bem a mão na bola de Artur Jorge.