domingo, 26 de abril de 2020

Watzke: "... dann säuft die ganze Bundesliga ab"

Die Bundesliga will die Saison mit Geisterspielen zu Ende bringen. Ein Vorschlag, den auch Hans-Joachim Watzke unterstützt. Der BVB-Geschäftsführer ist außerdem bemüht, Missverständnisse in der Bevölkerung auszuräumen.



"Wir wollen nicht im Ansatz eine Sonderstellung. Aber nochmal, es ist auch nicht mit Breitensport zu vergleichen, sondern wir wollen unseren Berufen nachgehen", sagte Watzke in der Sendung "Wontorra - Allein zu Hause" bei "Sky Sport News HD". Man wolle keine "staatlichen Hilfen und gar nichts", so Watzke. "Wir haben ein Konzept entwickelt, was uns viel Geld kostet. Aber das tun wir alles, damit wir wieder unserem Beruf nachgehen. Wir wollen keine Sonderstellung, definitiv nicht, wir wollen aber auch nicht benachteiligt werden", sagte der 60-Jährige. "Nur weil der Fußball vielleicht innerhalb der Gesellschaft eine sehr relevante Rolle eingenommen hat, aber daraus kann ja jetzt nicht der Schluss sein, wir müssen jetzt alles versuchen zu verhindern, dass irgendjemand noch sagt, der Fußball beansprucht eine Sonderrolle", ergänzte Watzke.




Die DFL hatte am Donnerstag ein Konzept vorgestellt, wie man die Saison mittels Geisterspielen zu Ende bringen könnte. Die von DFB-Chefmediziner Tim Meyer geleitete Taskforce erarbeitete klare Vorgaben für Hygienemaßnahmen. Die Spieler sollen während der Saison engmaschig auf das Coronavirus getestet werden. Dafür veranschlagt die DFL einen Bedarf von rund 20.000 Tests. Es sei eine Kooperation mit insgesamt fünf Laborverbänden abgeschlossen worden. Seifert versicherte: "Alle Labore haben uns schriftlich versichert, dass die derzeitigen Kapazitäten ausreichend sind und durch Covid-19 keine Limitierung der Testkapazitäten auftreten." Die DFL wird über das derzeit geplante Testvolumen hinaus für 500.000 Euro weitere Testkapazitäten für andere gesellschaftliche Bereiche zur Verfügung stellen.
Kritiker hatten der DFL vorgeworfen, Testkapazitäten binden zu wollen, die dann anderen Berufsgruppen nicht zur Verfügung stehen würde. Dem widersprach Seifert. Der Profi-Fußball würde die Testkapazitäten derzeit nicht signifikant belasten, sondern nicht einmal 0,4 Prozent der Tests beanspruchen. Sollte sich das aber ändern, würde man "selbstverständlich zurücktreten und wenn es nötig ist, nicht mehr testen".

Watzke rechnet bei weiterer Aussetzung mit Insolvenzen

Letztlich wird die Politik entscheiden müssen, ob sie die Vorschläge der DFL als ausreichend erachtet. "Wenn wir die nächsten Monate nicht mehr spielen, dann säuft die ganze Bundesliga ab. Dann wird es die in der Form nicht mehr geben, wie wir sie gekannt haben", warnte Watzke, der die Kritik vieler Fangruppen nachvollziehen kann. "Natürlich weiß ich auch, dass viele Fans sagen, die Stimmung im Stadion ist doch nicht da, die kommt doch im Fernsehen nicht so rüber. Das ist völlig klar", sagte der 60-Jährige. Es gehe aber nicht um eine Kleinigkeit für die Liga. "Es geht ja hier um die Rettung des Fußballs", sagte Watzke.
Watzke befürchtet, dass auf einige Vereine Insolvenzen zukommen, wenn nicht bald wieder gespielt wird. "Davon kann man ausgehen", sagte der BVB-Chef am Sonntag dem TV-Sender Sky. "Und jeder weiß, wenn es Insolvenzen gibt, kommen auch die sogenannten Weißen Ritter, die dann sagen, wir geben euch Geld, aber ihr müsst dafür sorgen, dass 50+1 fällt", sagte Watzke. "Man muss aufpassen, dass sich nicht jetzt Entwicklungen abspielen im Fußball, die wir nie wieder zurückgebracht kriegen. Wenn wir am 30. Juni die Saison nicht zu Ende gebracht haben, dann stehen wir vor riesigen Regressforderungen."

Coronavirus: Bundesliga will go under if football doesn't restart soon – Dortmund CEO Watzke

Borussia Dortmund chief executive Hans-Joachim Watzke claimed the Bundesliga "will go under" if the season does not resume in the next few months.
The coronavirus pandemic forced the Bundesliga to be postponed last month but there are hopes the league could be allowed to stage games behind closed doors from May 9, although concerns have been raised that fans might gather outside stadiums.
There have been more than 206,900 COVID-19 casualties worldwide, with over 5,900 deaths in Germany.
Coronavirus has wreaked havoc globally and the crisis is set to impact sport and organisations financially as Dortmund CEO Watzke urged a quick restart.
"If we don't play in the next few months, all of Bundesliga will go under and then there wouldn't be a league in the way we know it," Watzke told Sky TV.
"Of course, many fans say: 'There's no desire for it, it's not on television', that is perfectly clear, but it's about saving football!
"We are doing all we can to get back to work, we don't want any special treatment, definitely not, but we don't want to be at a disadvantage either.
"Football can play a relevant role in society, but that's not the question, we have to do all we can to avoid that someone says football has special treatment.
"We don't want to start with a special position, but, again, you can't compare football with other more popular sports, we want to do our jobs."
Dortmund were second – four points behind leaders and defending champions Bayern Munich – through 25 games when the Bundesliga was suspended.

MANGA: A VIDA SALVA PELO AMOR DE UMA TORCIDA

Esquecido pelos brasileiros, o ex-goleiro é idolatrado no Uruguai

AUTOR : LUCIANO MASSI


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Desclausurando o Uruguaio é uma coluna semanal com o intuito de explorar histórias, curiosidades e tudo o que envolve o futebol bicampeão mundial. Por certo, o tema dessa semana será a comovente história de Haílton Corrêa de Arruda, popularmente conhecido como MangaCampeão em todas as equipes que jogou, ficou marcado por um erro e foi esquecido pelo futebol brasileiro. Mas no Uruguai, onde conquistou o mundo, Manguita teve seu reconhecimento e a vida salva pelo amor de uma torcida.

DO RECIFE PARA O MUNDO

Proveniente de uma modesta casa de palha localizada em Recife, capital de Pernambuco, Haílton Corrêa de Arruda, ou apenas Manga, nasceu no dia 26 de abril de 1937 e iniciou sua trajetória futebolística em um campo de terra próximo a sua residência. Além do futebol outra coisa também marcou, literalmente, a sua infância: a varíola. Atualmente a doença é declarada extinta pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas durante os anos de 1930 e 1940 ela ainda era uma ameaça. E foi nesse interím que Manga adquiriu a infeção. Graças a precariedade no atendimento médico, o garoto recifense ganhou marcas da varíola em seu rosto. A saber, foram dessas marcas que Haílton recebeu o apelido de Manga.
Manga atuando pelo Sport - Foto por José Eustáquio
MANGA ATUANDO PELO SPORT – REPRODUÇÃO/JOSÉ EUSTÁQUIO
Segundo o próprio ex-arqueiro, enfrentar atacantes era pouco para quem lutou e venceu uma grave doença. Toda essa bravura debaixo da traves, já era apresentada nas categorias de base do Sport. A primeira grande prova de sua qualidade foi no Campeonato Pernambucano de Juniores, em 1954. Naquela oportunidade, Manga não sofreu nenhum gol durante o certame, e o Leão da Ilha ganhou a competição. Desse modo, o goleiro rapidamente subiu para o elenco principal, fazendo sua estreia com apenas 18 anos de idade.

ÍDOLO EM GENERAL SEVERIANO

Todavia, Manga assumiu a titularidade em 1957 quando o Sport excursionou pela Europa e Oriente Médio. Absoluto na meta pernambucana, o camisa 1 ficou por lá até 1959. No mesmo ano o arquero recebeu o convite para atuar em um dos melhores clubes da época, o Botafogo.
Durante os 10 anos em que Manga vestiu as cores do Fogão, dividiu o vestiário com grande nomes do futebol. Alguns deles como: Garrincha, Didi, Amarildo, Zagallo, Gérson, Nilton Santos e Jairzinho dispensam apresentações. Em uma entrevista concedida ao portal Globo Esporte em 2018, Manga falou um pouco sobre sua passagem no Botafogo.

“JOGAR COM GARRINCHA ERA 50% DE CHANCE DE VITÓRIA. TINHA TAMBÉM O DIDI, FOLHA SECA, O ZAGALLO, FORMIGUINHA E TINHA QUARENTINHA QUE JOGAVA EM QUALQUER POSIÇÃO. NÓS FICAVAMOS TRANQUILOS PORQUE EM DEZ PARTIDAS, NÓS GANHÁVAMOS OITO”. 

Ex-goleiro do Botafogo. Foto: Revista do Esporte
MANGA NO BOTAFOGO – REPRODUÇÃO/ REVISTA DO ESPORTE
Toda essa confiança aumentava quando o adversário da equipe de General Severiano era o Flamengo. De acordo com relatos, dias antes desses duelos, Manga dizia que gastava o “bicho” no mercado antes mesmo da partida acontecer, pois a vitória sobre o Fla era certa. Os quatro canecos do Carioca e três do Rio-São Paulo não foram conquistados apenas pelo galático ataque do Botafogo, mas também pelos milagres operados por Manga debaixo das traves. Amplamente conhecido por se recusar a usas luvas, o destemido arquero também impressionava por sua grande elasticidade e saídas arrojadas. Todas essas qualidades, o credenciaram para defender as cores da seleção brasileira em 1965, e posteriormente em 1966 na Copa do Mundo, realizada na Inglaterra.

 COPA DE 66 E TIRO DE SALDANHA

A princípio Manga foi convocado apenas para ser o suplente de Gylmar, titular incontestável e àquela altura já havia ganho duas Copas. O primeiro jogo ocorreu como esperado, 2 x 0 encima da Bulgária. Todavia, a derrota diante da poderosa Hungria, ainda na fase de grupos, somada a lesão de Gylmar dos Santos Neves colocou em cheque o seu posto de titular. Dessa maneira, o técnico Vicente Feola escolheu o Manga para iniciar o crucial duelo contra Portugal.
Garrincha, Manga, Djalma Santos e Valdir - Foto/Arquivo pessoal de Valdir de Moraes
GARRINCHA, MANGA, DJALMA SANTOS E VALDIR EM 1966 – FOTO/ARQUIVO PESSOAL VALDIR DE MORAES
Logo no início, a Seleção das Quinas já mostrava qual seria sua tática: caçar o Pelé. Com o camisa 10 anulado, bastava caprichar no ataque. Tarefa simples, já que Eusébio comandava a ofensiva portugesa. Ao mesmo tempo, Manga não estava inspirado, o guarda-metas brasileiro se atrapalhava em lances relativamente fáceis. Como resultado, o Brasil concedeu três gols a Portugal e foi eliminado ainda na fase de grupos.
Depois das falhas na Copa, o camisa 1 parou de ser selecionado para vestir a amarelinha, e o clima piorou. No Rio, quando Manga foi acusado por João Saldanha de tentar vender o título da Taça Guanabara de 1967. As discussões passaram de ameaças, para uma agressão de fato. Saldanha atirou nos pés do arqueiro com uma arma. Felizmente o tiro não acertou o alvo. Manga fugiu, pulou um muro e caiu em Montevidéu.

DE RESERVA PARA A IMORTALIDADE

Indicado por Zezé Moreira, então técnico do Nacional do Uruguai, o ex-goleiro de General Severiano foi contratado pela diretoria Bolso. Todavia, deveria brigar com outros três arqueros pela posição. O seu rival direto era o argentino Rogelio Domínguez, experiente, seguro, mas com problemas no joelho. Decerto, Domínguez ganhou o embate com Manga. Até que em uma excursão para a Argentina, o Nacional sofreu uma sonora goleada diante do Boca Juniors. Assim sendo, Zezé acionou Manguita, apelido de Manga durante sua passagem pelo paisitoManguita recebeu o buso 1 para o duelo contra o Santos de Pelé. Por certo, o goleiro sem luvas deu conta do recado, parou os Meninos da Vila com defesas de encher os olhos. Daí em diante não saiu mais do arco uruguaio.
Pernambucano de origem, com mais de 1,80m de altura, e dedos tortos em virtude da profissão, Haílton, ou apenas Manga, fez história com as cores do Nacional. Afinal, as suas defesas contribuíram e muito para a conquista da Copa Libertadores de 1971. Levou apenas quatro gols no decorrer do certame. Além de ter detido o Estudiantes de Carlos Bilardo e Pachamé, àquela altura tricampeão continental, na decisão. Manguita também ajudou os Bolsos no triunfo da Copa Intercontinental de 1971 e no tetracampeonato uruguaio consecutivo (1969, 1970, 1971 e 1972). Todas essas honrarias transformaram o arquero em ídolo incontestável do Nacional.
Elenco do Nacional campeão da Libertadores em 1971 - Foto/Reprodução CONMEBOL
ELENCO DO NACIONAL CAMPEÃO DA LIBERTADORES EM 1971 – FOTO/REPRODUÇÃO CONMEBOL

SALVO POR UMA TORCIDA

Considerado por muitos como o maior goleiro da história tricolor, Manga deixou o Uruguai após cinco temporadas na equipe do Nacional. Atravessou a fronteira e seguiu rumo a Porto Alegre para jogar no Internacional. Tempos depois passou pelo Operário-MS, Coritiba-PR e Grêmio-RS e em 1982 decidiu encerrar sua carreira no Barcelona do Equador, onde resolveu morar após pendurar as luvas. Haílton Manga Corrêa de Arruda viveu em Guayaquil até dezembro de 2019.
No entanto, o ex-atleta perdeu grande parte do dinheiro ganho ao longo de sua brilhante carreira, e passava necessidades médicas no Equador. Só para ilustrar, Manga desenvolveu disfunção na próstata, lhe causando sérios problemas renais. A falta de capital impediu o tratamento da enfermidade em um hospital particular, forçando-o a utilizar do precário sistema de saúde público. Desesperada com a situação de seu marido, Cecilia Cisneros resolveu pedir ajuda ao consulado uruguaio no Equador.
A ligação surpreendeu o cônsul Mateo D’Costa, outra coisa que pasmou foi o desejo de Manga de morrer no Uruguai. Prontamente, Mateo contatou seu amigo Enrique Singlet, que faz parte junto a outros 16 hinchas do coletivo Campeón Para Toda La História, afim de preservar a história futebolística charrua. Desse modo, Manga teve suas passagens aéreas pagas e também ganhou um lugar para morar. O local foi um quarto cedido por Matías Montiel, adepto Bolso que ofereceu a sua casa pelo fato de não poder contribuir financeiramente para as arrecadações.

“ELE (MANGA) ACABOU ADIANTANDO SUA VIAGEM EM DOIS DIAS, ENTÃO SÓ TERMINEI DE PINTAR O QUARTO ÀS 2H DA MANHÃ, COM A AJUDA DO MEU FILHO (CRISTIANO), E ÀS 3H FOMOS PARA O AEROPORTO BUSCÁ-LO.”

Manga sendo recepcionado por torcedores no aeroporto - Foto/Reprodução Globo Esporte
MANGA SENDO RECEPCIONADO POR TORCEDORES NO AEROPORTO – FOTO/REPRODUÇÃO GLOBO ESPORTE
Salvo que Manga foi recepcionado no dia 11 de setembro de 2019 por Matías e um grupo de torcedores no Aeroporto Internacional de Carrasco, Montevidéu. Torcedores esses que contataram o jornalista Jorge Silveira para divulgar a situação do eterno ídolo Bolso. Silveira acionou a associação mutualista de saúde Asociación Española e a instituição concordou em arcar com todos os gastos no tratamento de Manga. Gastos com comida e outras dispesas mais, foram pagos por “vaquinhas”, doações, vendas de souvenirs e rifas feitas pela torcida do Nacional.
Recuperado de seus problemas renais, Manguita permaneceu Uruguai, assistiu a 12 jogos do Nacional no Estádio Gran Parque Central, mas no dia 14 janeiro de 2020, Manga e sua esposa Cecilia resolveram regressar ao Equador, onde possuem filhos e netos. Por fim, o ídolo esquecido pelos brasileiros, mas querido pelos uruguaios, finalmente teve seu reconhecimento. A retribuição pelos serviços prestados não foram apenas um agradecimento, mas sim um enorme gesto de amor.




Ailton Corrêa Arruda, popularmente conhecido como Manga, ex-goleiro do Botafogo (RJ), Sport Clube do Recife, Grêmio, Internacional (RS), Operário (MS), Coritiba, Nacional do Uruguai, Barcelona do Equador e da Seleção Brasileira, nasceu dia 26 de abril de 1937.Com a cara toda marcada pela varíola, só poderia mesmo ter o apelido de Manga. Pernambucano revelado pelo Sport Recife, consagrou-se no Botafogo carioca. Foi um dos maiores fenômenos da posição na história do futebol brasileiro. Arrojado, elástico, autor de defesas  impossíveis.
                 Começou sua carreira no Sport, onde foi campeão em 1955 e 1956. Jogou no Botafogo de 1959 a 1968. Um dos mais lendários e famosos personagens do futebol brasileiro. Os botafoguenses têm por ele um carinho muito especial, foi o mais espetacular goleiro que o time já teve, arrojado, excelente colocação, boa saída de gol e excelente reposição de bola. De estatura elevada, tinha facilidade para cortar cruzamento. Fazia defesas impossíveis e conseguiu quebrar quase todos os dedos das duas mãos, que mal se fechavam. Foi campeão estadual pelo Botafogo em 61/62/67/68, e campeão do torneio Rio São Paulo em 62/64/66.
                Manga tinha uma provocação capaz de deixar qualquer torcedor do Flamengo furioso: “Flamengo é bicho certo. Eu gasto o dinheiro na véspera”. A Gávea estremecia. Manga ajudou a fazer do Flamengo um “freguês de caderno” do Botafogo nos anos 60, mas deixou General Severiano em 1968, após um desentendimento com o jornalista e técnico João Saldanha. Mas, um dos episódios mais estranhos da história do Botafogo teve Manga como protagonista.
               Rumores de que o goleiro seria “gaveteiro” levaram o jornalista João Saldanha a dar declarações revelando sua apreensão. Na comemoração do título Estadual de 1967, com vitória por 2×1 sobre o Bangu, Manga foi tomar satisfações com Saldanha, que o espantou com um revólver. O goleiro saiu em disparada e pulou o muro da sede do Mourisco, onde o grupo campeão comemorava, com um jantar, o título.
              Disputou 12 partidas pela seleção e foi um dos jogadores a sucumbir no fiasco na Copa de 66, ao falhar muito na derrota por 3×1 para Portugal. Num jogo pela seleção, antes disso, cobrou um tiro de meta e a bola bateu na cabeça do russo Metreveli, voltando para dentro do gol e empatando o amistoso por 2×2, jogo este realizado no Maracanã.
              Jogou 445 partidas e sofreu 258 gols com a camisa número 1 do Botafogo. Formou um dos maiores times que o Botafogo já teve em toda sua história; Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Arlindo; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.  Saiu do clube em 1968 e foi jogar no Nacional do Uruguai, onde brilhou por seis anos e foi ídolo da torcida.
             A imprensa local o considera o melhor goleiro que já apareceu por lá.  Retornou ao Brasil em 1974, para defender o Internacional de Porto Alegre, onde foi campeão em 1974, 1975 e 1976 pelo campeonato gaúcho e em 1975 e 1976 pelo Campeonato Brasileiro, que tinha uma verdadeira máquina de jogar bola. Em 1975 a escalação era a seguinte: Manga, Cláudio Duarte, Figueroa, Hermínio e Vacaria; Falcão e Carpegiani; Valdomiro, Escurinho, Flávio e Lula.  Já em 1976 a escalação que até hoje a torcida colorada não esquece era a seguinte: Manga, Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Falcão, Batista e Caçapava; Valdomiro, Dada Maravilha e Lula.
              Em 1977, aos 40 anos, foi convocado para a seleção brasileira, pelo técnico Cláudio Coutinho, mas só ficou na reserva de Leão. Passou ainda pelo Operário-MS,  Coritiba e Grêmio e encerrou a carreira no Equador aos 45 anos, jogando no Barcelona de Guayaquil. Depois que encerrou a carreira de jogador, foi treinador de goleiros em Quito no Equador, e nos Estados Unidos. Manga chegou a disputar a Copa de 1966 na Inglaterra.
               Ele entrou no lugar de Gilmar na partida contra Portugal e não foi feliz, pois o Brasil perdeu por 3 a 1 e foi eliminado da competição, uma vez que só havia ganho da Bulgária por 2 a 0 e perdido para a Hungria por 3 a 1. Nesta partida contra Portugal o Brasil jogou com a seguinte escalação; Manga, Fidélis, Brito, Orlando e Rildo; Denílson e Lima; Jairzinho, Silva, Pelé e Paraná.  Para esta Copa, o técnico Vicente Feola convocou 47 jogadores. Somente para o gol, foram convocados; Fábio do São Paulo, Gilmar do Santos, Manga do Botafogo, Ubirajara do Bangu e Valdir do Palmeiras.
              Manga também tinha três irmãos boleiros: Manguito, Dedé e Alemão, que se destacaram no futebol pernambucano. O último, inclusive, era zagueiro central e atuou no América do Rio, sendo bom batedor de faltas e pênaltis. Dedé brilhou no Sport Club do Recife.
              Sempre foi um sujeito muito simples e de poucos estudos, mas muito brincalhão. Certa vez, o lendário goleiro Manga, já aposentado, foi convidado para ser comentarista de uma rádio, em uma partida entre dois times amadores. Convite aceito, lá estava Manga na pequena cabine pronto para o jogo.  Estádio cheio, não pelo valor da partida, mas simplesmente pela presença do grande goleiro.  Após 5 minutos de jogo, o narrador pergunta: “Manga, como você está vendo o jogo?”  E Manga respondeu: “Com os olhos, com os olhos”.
TÍTULOS

Sport Recife – 1955 e 1956  pelo campeonato pernambucano


Sport Club do Recife – Wikipédia, a enciclopédia livre

Botafogo do Rio de Janeiro – 1961, 62, 67 e 68 pelo Campeonato Carioca

                                                   1962, 64 e 66 pelo Torneio Rio São Paulo
Nacional de Montevideo – 1971 pela Taça Libertadores e Mundial Interclubes
                                             1969, 70, 71 e 72 pelo Campeonato Uruguaio
Internacional de Porto Alegre – 1974, 75 e 76 pelo Campeonato Gaúcho
                                                       1975 e 1976 pelo Campeonato Brasileiro
Coritiba – 1978 pelo Campeonato Paranaense
Grêmio – 1979 pelo Campeonato Gaúcho
Barcelona Guayaquil do Equador – 1981 pelo Campeonato equatoriano.


Copa de 1966 – Em pé: Orlando, Manga, Brito, Denilson, Rildo e Fidélis     –    Agachados: Mário Américo (massagista), Jairzinho, Lima, Silva, Pelé e Paraná
Em pé: Joel, Elton, Manga, Nilton Santos,Paulistinha e Rildo   –    Agachados. Roberto Miranda,Gérson, Arlindo, Jairzinho e Zagallo
Seleção do Internacional de todos os tempos    –    Em pé: Paulinho, Manga, Figueroa, Gamarra, Oreco e Salvador     –     Agachados: Tesourinha, Carpegiani, Falcão, Valdomiro e Fernandão. Técnico: Rubens Minelli
1966   –   Em pé: Djalma Santos, Bellini, Manga, Edson, Fontana e Dudu   –    Agachados: Nado, Fefeu, Alcindo, Tostão, Edu e o massagista Pai Santana
Em pé: Jorge, Manga, Cacá, Zé Maria, Pampolini e Chicão   –    Agachados: Garrincha, Didi, Genivaldo, Quarentinha e Zagallo
1976   –   Em pé: Zé Maria, Manga, Figueroa, Vacaria, Marinho Peres e Falcão    –    Agachados: Valdomiro, Jair, Escurinho, Caçapava e Dario
1978   –   Em pé: Manga, Duílio, Eduardo, Almir, Cláudio Marques e Reginaldo    –    Agachados: Borjão, Chico Explosão, Pedro Rocha, Mug e Noriva
Em pé: Nei Celestino, Gil Nazareno, Julio Bardales, Manga, Paes e Flávio Perlaza   –    Agachados: Juan Madruñero, Victor Epanhor, Galo Vásquez, Escurinho e Mário Tenório
21-11-1965    –   Em pé: o massagista Mário Américo, Djalma Santos, Bellini, Manga, Orlando Peçanha, Dudu e Rildo   –    Agachados: Jairzinho, Gérson, Flávio, Pelé, Paraná e Pai Santana (massagista)
1965 – Em pé: Djalma Santos, Bellini, Manga, Orlando, Rildo e Dudu    –    Agachados: Mário Américo (massagista), Garrincha, Ademir da Guia, Flávio, Pelé, Rinaldo e Pai Santana (massagista)
Formação do Nacional-URU, no início dos anos 70    –    O goleiro Manga é o segundo em pé, da esquerda para a direita. Enquanto Célio Taveira é o terceiro agachado
1961 – Em pé: Rildo, Manga, Zé Maria, Nilton Santos, Airton, Chicão, Paulistinha, Didi e Pampolini   –    Agachados: Garrincha, China, Amarildo, Edson, Zagallo, Amoroso

Lev Yashin - The Black Spider

YashinFacts: grandes feitos de um dos maiores goleiros da história ...


Lev Yashin

Though the game of football has seen many great goalkeepers over the last cen-tury, one name still stands head and shoulders above everyone else. We are, of course, talking about Lev Ivanovich Yashin, one of the most beloved football figures in the USSR. Thanks to his trademark all-black uniform, Yashin was known by many different nicknames, such as the Black Spider, Black Octopus, and Black Panther.


Anzor Kavazashvili Gavriil Grigorov/TASS


Basic facts

Birth: 1929
Death: 1990
Country: Russia
Position: Goalkeeper

Clubs

Dynamo Moscow (1950-1970)

Stats

Club football: 326 matches
National team: 74 matches


Biography

The Humble Beginnings

Yashin's early life was far from a walk in the park. When he was just 12 years old, the Soviet Union entered the World War II, and Yashin was forced to support the war effort by working in a factory. Despite being a talented ice hockey and football players, the constant work kept wearing Yashin down. At 18 years old, he suffered a nervous breakdown and lost his appetite for sports.
At that point, however, one of Yashin's friends at the factory suggested joining the military service. For Yashin, this was salvation. By combining military duties and football, he found his motivation, recommitted to training and was soon noticed by Arkady Chernyshov, a Dynamo Moscow youth coach.
Despite joining Dynamo in 1950, Yashin had to wait for his shot. The club's starting goalkeeper at the time was Alexei "Tiger" Khomich, a legendary keeper in his own right. In fact, Yashin was so dismayed by Khomich's excellence that he contemplated leaving football for ice hockey, where he won a USSR cup in 1953.



The Road to Stardom

That same year, however, Khomich suffered an injury and Yashin took over the starting spot. It took him less than a year to get a chance to play for the national team; in his debut, the Soviet Union routed Sweden 7-0. During the following four years, Yashin won three titles with Dynamo (1954, 1955, 1957) and led his national team to the gold medal at the 1956 Olympics.
Still, it was the 1958 World Cup that truly put Yashin on the football map. His keeper-sweeper mentality, commanding presence in the box, and the ability to read the game were unparalleled at the time, and journalists wasted no time in proclaiming Yashin to be the best goalkeeper in the world.
Yashin's best game at the World Cup came against Brazil in the group stage. Led by Garrincha and featuring the 17-year-old phenomenon Pelé, Brazil had no real competition in that tournament. The Soviet team lost the match 2-0, but Yashin prevented a rout with a stellar performance. Though the Soviet Union was eliminated in the quarter-finals by Sweden, Yashin was voted as the best goalkeeper of the tournament.

No other goalkeeper in the world -- during his era or beyond -- was as complete a package as Yashin. In addition to his natural athleticism and superb reflexes, Yashin was known for his positioning, stature, and bravery. He was the very first goalkeeper to start focusing on being a vocal presence in the team, constantly shouting orders at defenders and otherwise imposing his authority.

The Fall and Rise

After leading Dynamo to another title (1959) and winning the 1960 European Nations' Cup, Yashin experienced a downturn in form. This was particularly noticeable in the 1962 World Cup, where he made several uncharacteristic mistakes against Colombia, which led to the match ending in a 4-4 tie. The Soviet Union was again eliminated in the quarter-finals, losing 2-1 to Chile.
Despite being painted by the press as a scapegoat for the 1962 World Cup, Yashin bounced back. In 1963, he led Dynamo to another title and became the first goalkeeper to win the Ballon d'Or. That year, he also made several spectacular saves at the England vs the Rest of the World match. In his biography, Yashin claimed that this game played a big part in prolonging his career.
In the first round of the 1966 World Cup, Yashin missed two matches due to a slight injury. Still, he recovered in time to lead his country to its best-ever 4th place finish. Following this achievement, the 37-year-old Yashin was prepared to wind down his career. He retired from Dynamo in 1970, after more than two decades of service. That same year, he traveled to his final World Cup as an assistant coach and the third-choice back-up.

Post-Playing Career and Legacy

Following his playing days, Yashin spent the next two decades in many administrative positions at Dynamo Moscow. Unfortunately, he had many disagreements with club chairman Piotr Bogdanov, whose political clout made Yashin's later life harder than it should have been. Due to the authorities refusing to grant his wife a visa, Yashin was unable to leave the country on many occasions.

To this day, Yashin is still the only keeper to win the Ballon d'Or. Throughout his career, he's saved 151 penalty kicks and kept more than 270 clean sheets. In 1967, he was awarded the Order of Lenin -- the highest civilian award in the USSR. In 1998, Yashin was voted the best goalkeeper of the 20th century by the International Federation of Football History & Statistics (IFFHS). He passed away on 20 March 1990.
By Martin Wahl



Lev Yashin :: Lev Ivanovich Yashin ::

Евгений Яровенко
Тогда: защитник сборной СССР, 25 лет

Сейчас: без работы, 56 лет


Фото: rusteam.permian.ru / mfcmetalurg.com

После распада СССР почти не играл в России, а большую часть карьеры провёл на Украине. То же касается периода, когда он стал тренером. С середины 2000-х работал в Казахстане, возглавлял местную «молодёжку». Затем Яровенко занимал должность главного тренера казахстанского «Тараза», а с июня 2018 года работал в тренерском штабе Олега Тарана в запорожском «Металлурге». Украинский тренер не смог вывести клуб в Первую лигу и летом 2019 года подал в отставку. Вместе с ним ушёл и Яровенко.

Виктор Лосев
Тогда: защитник сборной СССР, 29 лет

Сейчас: без работы, 61 год


Фото: РИА Новости / murom.ru

Капитан победителей Олимпиады-1988 почти всю карьеру провёл в «Факеле», «Торпедо» и «Динамо». В Воронеж он вернулся в роли тренера, а позднее помогал Бородюку в молодёжной сборной России. Последним клубом тренера Лосева стала «Уфа», которую он покинул в 2015-м. Какое-то время консультировал Тульскую академию футбола, а потом воссоединился с Бородюком в сборной Казахстана. Последние два года наслаждается жизнью вне футбола, но всё ещё полон желания продолжить карьеру тренера.


«От нас шарахались, как от прокажённых». Как Чернобыльская катастрофа повлияла на футбол
Киевское «Динамо» и «Спартак» играли в футбол на следующий день после взрыва на Чернобыле. В 100 километрах от эпицентра.
Алексей Михайличенко
Тогда: полузащитник сборной СССР, 25 лет

Сейчас: главный тренер «Динамо» Киев, 57 лет


Фото: РИА Новости / fcdynamo.kiev.ua

Единственный в том составе, кто выиграл ещё и серебряные медали Евро-1988. Воспитанник украинского футбола несколько раз номинировался на «Золотой мяч», а карьеру игрока провёл всего в трёх клубах — киевском «Динамо», «Сампдории» и «Рейнджерс». С каждым становился чемпионом. Затем дважды выигрывал чемпионство на Украине в качестве главного тренера «Динамо» Киев и выводил молодёжную сборную Украины в финал чемпионата Европы, после чего тренировал первую команду страны. Вернувшись в «Динамо», Михайличенко работал и директором, и спортивным директором и тренером родного клуба. В 2019 году его вновь назначили главным тренером киевлян.

Евгений Кузнецов
Тогда: полузащитник сборной СССР, 27 лет

Сейчас: тренер юношеских команд в Швеции, 58 лет


Фото: ФК «Спартак»

Как ни странно, большую часть карьеры провёл в Швеции. Покинув «Спартак» после сезона-1989, в Россию он вернулся лишь на один сезон — в «Локомотив» (в 1995-м). Тренерскую карьеру тоже начинал на родине Ибрагимовича, но в 2004-м возглавлял «Анжи». Позднее ходили слухи, что Кузнецов может стать тренером родного «Шинника», но не срослось. Евгений так и остался в Швеции, где наставляет юных футболистов.


Тест. Угадай легионера РПЛ по имени
Ещё одна проверка на знание истории нашего футбола.

Видео доступно на «Чемпионате».

Арминас Нарбековас
Тогда: нападающий сборной СССР, 23 года

Сейчас: владелец футбольной академии в Литве, 55 лет


Фото: lff.lt

Если бы не то золото, можно было бы сказать, что Арминаса с Россией связывают лишь десяток матчей за сборную СССР и чуть больше за «Локо». Всю свою жизнь литовец с русским отцом прожил в Литве и Австрии. Отложив бутсы, Арминас не стал ничего менять в жизни и возглавил австрийский «Гросвайкерсдорф», в котором доигрывал. На родине был президентом «Жальгириса» и тренировал молодёжную сборную Литвы. В 2016-м открыл там собственную футбольную академию, которой занимается последние годы.

Владимир Татарчук
Тогда: 22 года, полузащитник сборной СССР

Сейчас: без работы, 53 года


Фото: РИА Новости

Имеет в своём резюме внушительный список клубов. Особенно примечательно, что в нём есть даже команда из Саудовской Аравии. Ветеран ЦСКА тренировал в школе «армейцев», но очень давно. В 2013-м Владимиру поставили страшный диагноз — рак, в какой-то момент бывший футболист похудел до 54 кг. После химиотерапии наступила ремиссия, и Татарчук проводил много времени, не вставая с кровати. Болельщики помнят своего героя и собрали деньги на несколько операций. О своей нынешней жизни и ярком прошлом Владимир рассказал «Чемпионату».


«В раздевалку зашёл Колосков с ящиком шампанского: «А тебя, Татарчук, оштрафуем»
30 лет назад его удалили с поля в финале Олимпиады, а через четверть века врачи поставили страшный диагноз.
Игорь Добровольский
Тогда: полузащитник сборной СССР, 21 год

Сейчас: главный тренер «Динамо-Авто», 52 года


Фото: РИА Новости / Getty Images

Автор первого гола в финале с бразильцами в итоге стал лучшим советским бомбардиром Олимпиады-88 вместе с Алексеем Михайличенко. Покинув «Динамо», как и большинство футболистов той сборной, играл за рубежом. В 1993-м в составе «Марселя» Добровольский выиграл Лигу чемпионов, тем же летом на год вернулся в «Динамо». Закончил играть в Молдавии, где осел на долгие годы: несколько раз возглавлял местную сборную. Сейчас тренирует тираспольский клуб «Динамо-Авто».

Владимир Лютый
Тогда: нападающий сборной СССР, 26 лет

Сейчас: тренер молодёжной команды «Ганзы», 58 лет


Фото: РИА Новости

В конце 80-х уехал в Германию, играл в местных клубах и остался жить в этой стране. В Россию приезжал лишь тренером — состоял в тренерском штабе Бышовца в «Локомотиве» и исполнял обязанности главного в «Ростове». После — уехал в Румынию и катался по ближнему зарубежью.

С 2018 года тренирует молодёжку немецкой «Ганзы». Говорят, помимо футбола Лютый занимается бизнесом.

Игорь Скляров
Тогда: защитник сборной СССР, 22 года

Сейчас: совладелец детской футбольной школы в США, 53 года


Фото: РИА Новости

В довольно раннем возрасте (26 лет) получил травму «крестов», после которой так и не смог вернуться на высший уровень. В 2001-м вместе с женой, чемпионкой мира по спортивной гимнастике Натальей Юрченко, уехал в США. Там тренировал детей и со временем стал совладельцем футбольной школы (жена тоже открыла школу — по гимнастике). В 2009-м попытался закрепиться в российском футболе, став спортивным директором «Сибири», но этот период продлился всего около двух лет. Затем вернулся в Америку.

Юрий Савичев
Тогда: нападающий сборной СССР, 23 года

Сейчас: ремонтирует медицинские аппараты в Германии, 55 лет


Особенный интерес по понятным причинам вызывает судьба Юрия Савичева. Уехав из СССР, автор золотого гола в финале ОИ почти 10 лет играл в Германии. Там же начал карьеру тренера. Его последним клубом был «Пиннеберг», который Савичев покинул в 2015-м, спустя месяц после назначения. Сейчас Юрий работает в немецкой клинике — чинит медицинские аппараты. Распрощаться с футболом он решил ради стабильности.


«Ну, Савичев, забивай! Я тебя умоляю!» История гола, который подарил СССР золото Олимпиады
Продолжаем цикл статей про легендарные голы. На этот раз вспоминаем победный мяч Юрия Савичева в финале Олимпийских игр.
Арвидас Янонис
Тогда: защитник сборной СССР, 26 лет

Сейчас: работает на заводе по производству вагонов для скоростных поездов, 58 лет


Фото: sportas.info

После ухода из «Жальгириса», за который Янонис отыграл 13 лет, он провёл сезон в московском «Локомотиве». Затем переехал в Австрию. Там выступал за «Санкт-Пёльтен» и клубы из низших лиг. Завершив карьеру, Арвидас не стал возвращаться на родину. В Австрии он начал работать в корпорации, производящей вагоны для поездов метрополитена. Сейчас по словам его бывшего партнёра по сборной СССР Алексея Прудникова, Янонис вставляет окна в скоростные поезда, похожие на российские «Ласточки».

Алексей Чередник
Тогда: защитник сборной СССР, 28 лет

Сейчас: селекционер донецкого «Шахтёра», 59 лет


Фото: Getty Images

Спустя два года после окончания Олимпиады Алексея Чередника из «Днепра» забрал «Саутгемптон». В Англии защитник провёл три года, но толком заиграть так и не сумел. Вернувшись на Украину, Алексей доигрывал в «Черноморце», «Металлурге» и «Кривбассе». Завершив карьеру, Чередник получил небольшой опыт тренерской работы — в «Кривбассе» и запорожском «Торпедо», а затем стал тренером-селекционером. С 2001 года он ищет молодые таланты для донецкого «Шахтёра».

Сергей Фокин
Тогда: защитник сборной СССР, 27 лет

Сейчас: специалист по сборке агрегатов автомобилей на заводе «Фольксваген», 58 лет


Фото: Из личного архива Сергея Фокина

Отыграв 9 лет за ЦСКА, Фокин перебрался в Германию. Там защитник провёл 7 сезонов за «Айнтрахт» и завершил карьеру. Решив не возвращаться в Россию, он отучился на токаря, а затем сменил профиль. Окончил специальные курсы и устроился на завод «Фольксваген», где трудится до сих пор — специалистом по сборке агрегатов автомобиля в филиале, который специализируется на сборке рулевого управления.

Игорь Пономарёв
Тогда: полузащитник сборной СССР, 28 лет

Сейчася: член наблюдательного совета клуба «Сабах», 60 лет


Фото: sabahfc.az

Вернувшись из Сеула, Игорь Пономарёв перешёл из родного «Нефтчи» в «Норрчёпинг». В шведском клубе полузащитник провёл всего год и затем завершил карьеру. Оставшись в Швеции, бывший футболист предпринял попытку запустить свой бизнес, но она оказалась неудачной. Тогда Пономарёв решил вернуться в футбол. Сначала специалист тренировал шведские клубы из низших лиг, а затем получил серьёзный шанс проявить себя, став главным тренером сборной Азербайджана. Не добившись серьёзных успехов, вскоре он покинул сборную и подписал контракт со шведской «Сюрианской». Затем работал в «Карабах-Азерсун», «Машуке», «Хазар-Ленкорань» и азербайджанском «Сабахе», в котором до сих пор является членом наблюдательного совета.

Александр Бородюк
Тогда: нападающий сборной СССР, 25 лет

Сейчас: без работы, 57 лет


Фото: РИА Новости

Уехав в Германию из «Динамо», Бородюк феноменально провёл первые два сезона в «Шальке» — форвард регулярно забивал и входил в тройку лучших футболистов чемпионата. Однако после прихода тренера Йорга Бергера престал попадать в основной состав и был вынужден уйти. Во «Фрайбурге» и «Ганновере 96» у нападающего не задалось, поэтому вскоре он вернулся в Россию, где доигрывал в «Локомотиве», «Торпедо-ЗИЛ» и «Крыльях». На тренерском поприще Бородюк запомнился в первую очередь по работе в сборной России вместе с Хиддинком и затем Адвокатом. Также в 2006 году он тренировал молодёжную сборную России и главную национальную команду. Последним серьёзным успехом Бородюка был выход в Премьер-лигу вместе с «Торпедо». Затем тренер неудачно отработал с «Кайратом», а в 2017 году провалил со сборной Казахстана отбор к ЧМ-2018, проиграв 6 матчей из 7. С 2018 года Александр Бородюк без работы. Тренер очень хочет вернуться в футбол, но пока интересных предложений ему не поступало.

Анатолий Бышовец
Тогда: главный тренер сборной СССР, 42 года

Сейчас: футбольный эксперт, 74 года


Фото: РИА Новости / Дмитрий Голубович, «Чемпионат»

Тренер, свозивший команду на аудиенцию с папой римским перед той Олимпиадой, до сих пор у многих ассоциируется с этой победой. Кто-то говорит, что она осталась чуть ли не единственным успехом в его карьере, но это не совсем так. Помимо Кубка России с «Локомотивом» Бышовец выиграл тренером бронзу чемпионата СССР с «Динамо» и серебро чемпионата Украины с «Шахтёром». Кроме того, возглавлял сборную Южной Кореи и португальский «Маритиму». Сейчас Анатолий Фёдорович — уважаемый эксперт и часто высказывается по различным вопросам в российском футболе.


Как и где жили футболисты в СССР. В чём ходили, как отдыхали, на чём спали
Много редких фотографий известных игроков и тренеров.
Гаджи Гаджиев
Тогда: тренер сборной СССР, 42 года

Сейчас: президент клуба «Махачкала», 74 года


Фото: Getty Images / Дмитрий Голубович, «Чемпионат»

После Олимпиады Гаджиев сделал славную карьеру. Несколько лет он проработал в молодёжной сборной России и год в главной национальной команде, занял четвертое место в Премьер-лиге с «Анжи», взял бронзу чемпионата с «Крыльями Советов» и финишировал на пятой строчке РПЛ с «Сатурном». Гаджиев также тренировал «Волгу», а последним клубом в его карьере стал «Амкар». Сейчас бывший тренер занимает должность президента клуба «Махачкала», выступающего в ПФЛ.


Гол Бышовца на чемпионате мира — произведение искусства. Светоч играл гениально
Этот гол вошёл в 50 лучших, забитых на ЧМ.
Владимир Сальков
Тогда: тренер сборной СССР, 51 год

Сейчас: на пенсии, 83 года


Фото: rotor-volgograd.ru

Прежде чем завершить тренерскую карьеру, Владимир Сальков работал со сборной СССР и СНГ, «Ротором», донецким «Шахтёром» и сборной Узбекистана. Затем он занял должность спортивного директора ЦСКА. Именно Сальков в своё время присмотрел для московского клуба Жо и Алана Дзагоева. В последние годы работы в ЦСКА Владимир Максимович был советником у Евгения Гинера.

Вадим Тищенко
Тогда: полузащитник сборной СССР, 25 лет

Умер в 2015 году, в возрасте 52 лет


Фото: ua-football.com

Вадим Тищенко не участвовал в олимпийском турнире, но не рассказать о его трагической судьбе мы не могли. Перед Олимпиадой-1988 Тищенко получил страшную травму — соперник влетел ему в опорную ногу. Полузащитник рисковал не только пропустить игры в Сеуле, но и получить инвалидность. Тем не менее Тищенко всё-таки смог восстановиться и вернуться в футбол. В Сеул, он, конечно, не поехал, но золотую медаль получил — тренерский штаб сборной СССР оставил полузащитника в заявке. В «Днепре» футболист дослужился до капитанской повязки, а затем переехал в Израиль, где в местном «Хапоэле» в 31 год завершил карьеру. Вернувшись на родину, Тищенко начал работать тренером в «Днепре». Затем тренировал «Кривбасс-2» и «Кривбасс», после чего вернулся в «Днепр». Родному клубу он посвятил последние годы жизни. Сначала работал в «Днепре» тренером, а с 2011 года занимал должность спортивного директора. 14 декабря 2015 года Вадим Тищенко скоропостижно скончался в Днепропетровске. Причину смерти тогда не называли, но поговаривают, всему виной сердечный приступ.


«Я был в ярости». Маркао рассказал, как его выгнали из «Спартака» Романцева
Он забивал блестящие голы «Спортингу» и «Арсеналу», а потом исчез. Душевное интервью с бразильским нападающим.
Алексей Прудников
Тогда: вратарь сборной СССР, 28 лет

Сейчас: без работы, 60 лет


Фото: fcdynamo.ru

Алексей Прудников тоже не провёл ни одного матча в Сеуле. Будучи сменщиком Дмитрия Харина, он так не получил шанса выйти на поле. Прежде чем завершить свою карьеру, голкипер успел поиграть в Югославии, Чехии, Финляндии и даже Южной Корее — в клубе «Чонбук Хёндэ Моторс» из города Чонджу Алексей был играющим тренером. В начале нулевых Прудников вернулся в Россию и стал тренером вратарей в «Спартаке». Затем попробовал себя в роли спортивного директора литовской «Ветры» и директора любительского московского клуба «Серп и Молот». Потом год проработал тренером голкиперов в «Крыльях Советов», а спустя пять лет занял ту же должность в казахстанском «Окжетпесе». Сейчас Прудников отдыхает от футбола, путешествует и ежегодно проводит мастер-классы с Аркадием Белым (бывшим игроком в мини-футбол) на Камчатке.

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