sexta-feira, 1 de novembro de 2019

País…(Goleiro) tão importante como o Brasil



Tão logo o menino chegou ao mundo, dona Nininha já estava com tudo pensado na cabeça. O recém-nascido deveria ser tão importante como o Brasil, o eterno país do futuro! E por falar em grandeza e futuro, nada melhor do que registrar o filho com o nome de “País”.
País José de Oliveira nasceu no município de Niterói (RJ), no dia 11 de julho de 1953. Respeitado atacante no futebol varzeano da região da Praia de Jurujuba, País acabou quebrando o galho como goleiro e assim ficou.
Ficou tão bom que rapidamente foi encaminhado para um período de testes no time das Laranjeiras. Uma moral e tanto junto aos velhos camaradas da Praia de Jurujuba!
Naqueles tempos, o responsável pelos quadros amadores do Fluminense era o famoso Pinheiro, que logo ofereceu uma oportunidade ao rapazola de Niterói.
País fazia uma boa apresentação, até o momento em que foi repor uma bola rapidamente e jogou contra o próprio patrimônio. Pegou um lugar isolado na barca e assim voltou cabisbaixo para Niterói.

Uma bela “ponte” de País diante do meia-atacante Manfrini do Fluminense. Foi o início de uma produtiva caminhada no América. Foto de Zeka Araújo. Crédito: revista Placar – 1 de junho de 1973.

País observa a movimentação do companheiro Orlando na marcação de Roberto Dinamite. Crédito: revista Placar.
Mesmo com o inesperado infortúnio, País continuou jogando como goleiro, para o enorme desgosto de dona Nininha, que não queria aceitar o filho alimentando ilusões com o danado do futebol.
Sonho é sonho e País foi aceito nas fileiras do América (RJ) em 1970. Com orientação do ex-goleiro Ary de Oliveira, seu desenvolvimento debaixo das balizas superou o esperado.
Conforme publicado pela revista Placar em 27 de maio de 1977, País quase foi parar no Flamengo em 1972, quando acabou dispensado do América após ultrapassar o limite de idade permitido para o quadro juvenil.
Contudo, País perseverou no América, sempre na luta por encontrar seu lugar ao sol, embora a parada fosse realmente desafiadora, já que o elenco profissional contava com Alberto, Jonas e Miguel.
Em maio de 1973, naquelas viradas de mesa que a vida só proporciona aos que nunca desistem, País fez sua primeira partida pelo time principal do América contra o temido Fluminense no Maracanã, duelo válido pelo campeonato carioca.

Das peladas em Niterói ao sucesso no Maracanã! Foto de Luís Paulo Machado. Crédito: revista Placar – 27 de maio de 1977.

País ralou no chão para segurar o ímpeto do Fluminense e o América venceu por 1×0 no Maracanã, jogo válido pelo campeonato nacional. Crédito: revista Placar – 4 de novembro de 1977.
Com uma performance para entusiasmar qualquer torcedor, o deslumbrado País trancou o gol e garantiu o importante triunfo do América pela contagem mínima.
A imprensa não perdeu tempo para rasgar elogios ao jovem e promissor guarda-metas americano, o que indiretamente também abriu os olhos desconfiados de dona Nininha.
E dona Nininha, que antes abominava o futebol na vida do filho, agora era uma torcedora de “carteirinha”, daquelas que chagam ao Maracanã antes mesmo dos portões serem abertos ao público.
Todavia, logo no início do certame carioca de 1974, a infelicidade bateu na porta e o rapaz de Niterói perdeu o lugar de titular. Vieram em seguida Ado, Rogério, Zecão…
Mas todos foram embora em pouco tempo. Afinal, goleiro famoso também falha, ainda que os dirigentes não esperem por isso!

Goleiro bom também falha! Foto de Ignácio Ferreira. Crédito: revista Placar – 6 de outubro de 1978.

O Sport Recife em 1980. Em pé: País, Antenor, Cícero, Jaime, Romero e Merica. Agachados: Edu, Jorge Campos, Édson, João Carlos e Givanildo. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br.
A volta por cima não demorou! Arrojado e seguro, País recuperou sua condição de titular e fez muito sucesso na meta americana.
Porém, País apresentou os primeiros escorregões para controlar os próprios nervos, como aconteceu na derrota do América para o Goiás, jogo válido pelo campeonato nacional de 1976.
A boa fase foi reconhecida quando seu nome foi lembrado pelo Treinador Cláudio Coutinho durante preparação do escrete para o mundial de 1978.
País permaneceu no América até 1978, quando foi transferido por empréstimo para o Santos Futebol Clube (SP), equipe que defendeu entre os anos de 1978 e 1979.
No segundo semestre de 1980, País firmou compromisso com o Sport Club do Recife (PE). Foi tricampeão pernambucano nas edições de 1980, 1981 e 1982, sempre contando com o respeito dos dirigentes e torcedores.

Experiência de sobra para o Sport Recife. Partindo da esquerda; Merica, Nílton, Renato, País, Alex e Afrânio. Foto de Flávio Canalonga. Crédito: revista Placar – 22 de fevereiro de 1980.

Jairo e País. Foto de Manoel Novaes. Crédito: revista Placar – 17 de abril de 1981.
Temperamento forte, País ganhou fama em Recife não só por sua capacidade debaixo das traves; ou ainda pela coragem de cobrar uma penalidade decisiva contra o Santo Amaro na Ilha do Retiro em 1980.
País também ficou famoso pelas confusões desmedidas em busca da vitória, o que despertava uma certa preocupação no corpo diretivo do clube.
No artigo publicado pela revista Placar em 2 de setembro de 1983, o goleiro do Sport Recife declarou sem pestanejar: “Prefiro sair morto do gramado do que ser derrotado em uma partida decisiva”.
Em 1984 o tão esperado tetracampeonato pernambucano ficou pelo caminho. Na temporada seguinte, País acertou suas bases financeiras com o Clube Náutico Capibaribe (PE).
Depois de brilhar com a camisa do Náutico, País foi parar no futebol português, lá permanecendo até o findar da temporada de 1988. De volta ao Brasil trabalhou como preparador de goleiros em algumas equipes do cenário carioca.

Para a mãe dona “Nininha”, País sempre foi o melhor goleiro do Brasil. Fotos de Manoel Novaes e Flávio Canalonga. Crédito: revista Placar.

Aos 30 anos de idade, no auge de sua forma física e técnica, o goleiro País estava em busca do tetracampeonato pernambucano. Crédito: revista Placar – 2 de setembro de 1983.

Joel Mendes…(Goleiro) Santa Felicidade para o Alto da Glória



Joel Mendes nasceu em Campo Magro (PR), no dia 25 de junho de 1946, muito embora várias fontes apontem seu nascimento na capital paranaense, já que o distrito de Campo Magro só foi reconhecido como município em 1995.
Morando no tradicional bairro de Santa Felicidade, um reconhecido reduto de cultura italiana, o jovem goleiro ganhou reconhecimento nas fileiras amadoras do Trieste Futebol Clube (PR).
Com o prestígio em alta no Trieste, Joel Mendes apareceu no Coritiba Foot Ball Club no início de 1965, justamente quando o promissor Raul Plassmann deixava o clube para firmar compromisso com o São Paulo Futebol Clube.
Bicampeão paranaense em 1968 e 1969, o novato Joel Mendes passou por um período de relativa inconstância entre a titularidade e o banco de reservas, uma realidade que só foi alterada depois da chegada do técnico Francisco Sarno.
Dono de bons reflexos e muita elasticidade, Joel Mendes subiu rapidamente no conceito do técnico Francisco Sarno, momento em que assumiu a condição de titular no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969.

Para o jovem Joel Mendes, era difícil imaginar que o sucesso o esperava no Estádio Belfort Duarte, atual Couto Pereira. Crédito: revista Grandes Clubes Brasileiros.

Formação do Santos no Parque Antártica. Em pé: Joel Mendes, Leo Oliveira, Ramos Delgado, Djalma Dias, Turcão e Rildo. Agachados: Manuel Maria, Pitico, Picolé, Djalma Duarte e Abel. Crédito: revista Placar – 50 times do Santos.
E na disputa acirrada do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o quadro do alviverde paranaense oscilou bastante e não chegou ao quadrangular decisivo!
A campanha irregular não foi empecilho para que Joel Mendes fosse pretendido pelos dirigentes do Santos Futebol Clube, que na época lamentavam o triste afastamento do goleiro Cláudio.
Abaixo, os registros do confronto entre Coritiba e Santos, quando Joel Mendes deixou o gramado bastante elogiado, apesar da derrota para o time paulista:
22 de outubro de 1969 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Coritiba 1×3 Santos – Estádio Belfort Duarte – Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho – Gols: Kruger para o Coritiba; Pelé (2) e Edu para o Santos.
Coritiba; Joel Mendes; Modesto, Nico, Berto e Augusto; Nair e Rinaldo; Ademar (Lucas), Paquito, Kruger e Édson (Passarinho). Tecnico: Francisco Sarno. Santos: Agnaldo; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Turcão (Jair Bala); Clodoaldo e Lima; Manuel Maria, Edu, Pelé e Abel (Luís Carlos Feijão).
Técnico: Antoninho.

Novos reforços na Portuguesa de Desportos. Em pé: Joel Mendes e Humberto Monteiro. Agachados: Samarone e Héctor Silva. Crédito: revista Placar número 114 – 19 de maio de 1972.

O Coritiba que chegou ao tricampeonato paranaense em 1973. Em pé: Jairo, Joel Mendes, Orlando, Levir Culpi, Oberdan Vilain, Hidalgo, Cláudio e Nilo. Agachados: Sérgio Roberto, Hélio Pires, Tião Abatiá, Leocádio, Zé Roberto, Negreiros, Aladim e Kruger. Foto de Sérgio Sade. Crédito: revista Placar – 21 de setembro de 1973.
Conforme publicado pela revista Placar em 15 de maio de 1974, a fama de Joel Mendes correu o Brasil e seu nome foi até apontado para defender o escrete canarinho.
Mesmo diante da iminente chegada do badalado argentino Agustín Mario Cejas, Joel Mendes foi contratado pelo Santos em janeiro de 1970, pela quantia de 250 mil cruzeiros.
Para contar com Joel Mendes, os “cartolas” da Vila Belmiro ainda colocaram na transação os direitos de três jogadores, mais o montante arrecadado de dois futuros amistosos entre Coritiba e Santos.
Com apenas dois coletivos, Joel Mendes entrou em forma e logo foi aproveitado na conquista do Torneio Hexagonal do Chile. Em seguida, sua participação também foi determinante no título da Taça Cidade de São Paulo em 1970.
Tudo caminhava bem, até que uma grave fratura no punho direito o afastasse dos gramados por um tempo considerável. Recuperado em 1972, Joel Mendes foi emprestado para a Portuguesa de Desportos.

A passagem pelo Vitória (BA). Foto de José Martins. Crédito: revista Placar – 15 de março de 1974.

Bons reflexos, muita segurança e principalmente elasticidade! Foto de José Martins. Crédito: revista Placar – 15 de março de 1974.
Todavia, Joel Mendes permaneceu por pouco tempo na Portuguesa e deixou o time do Canindé sem receber justificativas convincentes de qualquer dirigente.
Para piorar o quadro, o goleiro foi reprovado nos exames médicos do Corinthians por um suposto problema no punho, o que prontamente cancelou o processo de negociação junto ao Santos.

A salvação apareceu no mesmo Coritiba! Como reserva do companheiro Jairo, Joel Mendes fez parte do elenco que faturou o campeonato paranaense e o Torneio do Povo, ambos em 1973.
De volta ao Santos, a grande fase do argentino Cejas o colocou no caminho do Esporte Clube Vitória (BA), quando realizou um ótimo campeonato nacional, inclusive sendo premiado na concorrida Bola de Prata da revista Placar em 1974.
Terminado o empréstimo com o Vitória, Joel Mendes permaneceu na Vila Belmiro até 1976, quando seus direitos foram negociados de forma definitiva com o Esporte Clube Bahia (BA), onde também foi campeão estadual em 1976 e 1977.

Grandes momentos defendendo o Bahia. Foto de Ignácio Ferreira. Crédito: revista Placar – 12 de novembro de 1976.

Joel Mendes é apresentado no Santa Cruz. Foto de Hélio Mota. Crédito: revista Placar – 24 junho de 1977.

Ainda em 1977, o Santa Cruz Futebol Clube (PE) acenou com um novo desafio, o que fez Joel Mendes mostrar seu valor novamente nas conquistas do título pernambucano nas edições de 1978 e 1979.
Contudo, seu ciclo no Arruda terminou em razão de um mal-estar provocado por um dirigente, que o acusou de “gaveteiro” depois de uma derrota diante do Náutico.
Ofendido e sem ambiente no clube, Joel Mendes voltou para o Paraná e firmou compromisso com o Colorado Esporte Clube – atual Paraná Clube (PR) – até o ano de 1984.
Com planos para deixar o futebol profissional, Joel Mendes atendeu o apelo de amigos e durante mais algum tempo jogou pelo Atlético Clube Paranavaí (PR), sua última equipe.
Ainda no mundo da bola trabalhou nas categorias de base do Coritiba no período compreendido entre 1998 e 2003. Atualmente, o ex-goleiro é proprietário da Panificadora “Trigo de Ouro”, no bairro Jardim Social, em Curitiba.

Joel Mendes também passou pelo Santa Cruz. Foto de Sílvio Ferreira. Crédito: revista Placar – 15 de dezembro de 1978.

Em matéria da revista Placar, o goleiro do Santa Cruz Joel Mendes comparou o nível dos campeonatos regionais. Foto de Sílvio Ferreira. Crédito: revista Placar – 15 de dezembro de 1978.

Joel Mendes - 1977- 1978 - 1979 - 2013

Joel Mendes nasceu em Campo Magro,que  na época pertencia a Curitiba-PR, em 25 de Junho de 1946. Iniciou sua carreira no Coritiba, em 1970. Joel teve dificuldades no começo porque apresentava uma estatura abaixo da média para os goleiros, 1,76m. Joel Mendes jogou no Santa Cruz entre 1977 e 1979, tendo participado da excursão Fita Azul. Joel Mendes foi acusado deter facilitado um jogo para o Náutico,sobre esse episódio ele explicou: "O Santa Cruz tinha vencido os dois primeiros turnos e estava decidindo o terceiro contra o Náutico para ser campeão. O time do Santa Cruz era muito superior. Mas na primeira partida, o Náutico ganhou por 1 x 0. Fui pegar a bola, escorreguei e ela entrou. Um conselheiro começou a espalhar o boato de que eu facilitei o gol do Náutico. Ele insinuou que eu estava na gaveta". 

Joel não jogou o segundo jogo, o Santa ganhou de 3x1 e ele pediu dispensa. No ano seguinte Joel foi ao Arruda fez um acordo e ganhou passe livre para encerrar sua carreira no Colorado-PR.

ENGLAND Premier League


ENGLANDPremier League
Standings
Finished
Bournemouth
1 - 0
Manchester Utd
(1 - 0)
Finished
Arsenal
1 - 1
Wolves
(1 - 0)
Finished
Aston Villa
1 - 2
Liverpool
(1 - 0)
Finished
Brighton
2 - 0
Norwich
(0 - 0)
Finished
Manchester City
2 - 1
Southampton
(0 - 1)
Finished
Sheffield Utd
3 - 0
Burnley
(3 - 0)
Finished
West Ham
2 - 3
Newcastle
(0 - 2)
Finished
Watford
1 - 2
Chelsea