quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Como fica a briga pela Libertadores com o título do Grêmio

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O título do Grêmio na Copa do Brasil faz com que Atlético-PR, Botafogo e Corinthians entrem na última rodada do Campeonato Brasileiro brigando por duas vagas para a primeira fase da Libertadores (ou pré-Libertadores. A situação seria diferente caso o Atlético-MG fosse o campeão.
Com o novo regulamento da Libertadores dando quatro vagas diretas ao Brasil na fase de grupos via Campeonato Brasileiro, os três clubes brigarão para irem para a primeira fase da Libertadores. O Atlético-PR é o atual quinto colocado, com 56 pontos, seguido por Botafogo (56) e Corinthians (55).
Mesmo antes da última rodada do Brasileiro, os representantes brasileiros na fase de grupos da Libertadores já estão definidos: Atlético-MG (quarto do Nacional), Chapecoense (campeão da Sul-Americana), Flamengo, Palmeiras (campeão brasileiro) e Santos.
Na última rodada, o Atlético-PR recebe o Flamengo, o Botafogo encara o Grêmio fora e o Corinthians vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro. Todos os jogos serão às 17h de domingo (11).
Caso o Atlético-MG fosse o campeão, Atlético-PR, Botafogo e Corinthians ainda teriam chance de entrar direto na fase de grupos.

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Grêmio leva golaço do Atlético-MG, mas vira o maior campeão da Copa do BR

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Depois de 15 anos de espera, o Grêmio volta a soltar o grito de campeão nacional. Nesta quarta-feira (7), em seu estádio, o time gaúcho segurou um empate em 1 a 1 com o Atlético-MG e conquistou pela quinta vez a Copa do Brasil – o primeiro duelo, em Minas, terminou com vitória gremista por 3 a 1.
O título faz com que o Grêmio se torne o maior campeão do torneio, ultrapassando o Cruzeiro: 5 taças a 4. Desde a criação da Copa do Brasil, o time gaúcho venceu em 1989, 1994, 1997 e 2001, a última conquista nacional gremista antes da noite desta quarta-feira.
Grêmio domina o segundo tempo e solta o grito de campeão
Se no primeiro tempo o Atlético-MG chegou a controlar as ações do jogo, o segundo foi todo do Grêmio. Com uma marcação apertada nos pontas do time mineiro, a equipe de Renato Gaúcho não deu chances para que o adversário levasse perigo ao gol de Marcelo Grohe.
Mesmo no final da partida quando o Atlético-MG se lançou completamente ao ataque, o Grêmio não foi pressionado nenhuma vez. Nos últimos minutos, em um contra-ataque, Everton fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Miller Bolaños empurrar para o fundo das redes e fazer os gaúchos soltarem o grito de campeão.
Atlético-MG fica com o vice, mas faz um golaço
Após o gol do Grêmio, ainda deu tempo para um golaço do Atlético-MG. Nos acréscimos, Cazares aproveitou que Marcelo Grohe estava muito adiantado e arriscou de trás do meio-campo. O goleiro gremista tentou voltar, mas não conseguiu impedir o golaço mineiro.
Atlético-MG se apresenta mais organizado com interino
Em seu primeiro jogo à frente do Atlético-MG, Diogo Giacomini apresentou uma equipe mais organizada do que a de Marcelo Oliveira no jogo de ida. Com três volantes (Rafael Carioca, Leandro Donizete e Júnior Urso) e Luan e Robinho centralizados, o Galo apresentava uma compactação maior e detinha o controle da bola na primeira etapa.
O time mineiro, no entanto, encontrava dificuldades na saída de bola. Abertos quando o Atlético-MG tinha a bola, Leandro Donizete e Júnior Urso sofriam para passar pela marcação gremista e o Galo terminou a primeira etapa sem assustar realmente o goleiro Marcelo Grohe.
Grêmio espera e tem a melhor chance do primeiro tempo
Com uma grande vantagem conquistada na primeira partida, o Grêmio iniciou o duelo em Porto Alegre mais recuado e esperando o Atlético-MG partir para o ataque. Na segunda metade da etapa inicial, o time gaúcho avançou a marcação e teve a grande chance do duelo até então.
Aos 39 minutos, Douglas deu um passe de letra que deixou Everton cara a cara com Victor. O atacante gremista chutou rasteiro, mas o goleiro do Atlético-MG pulou para fazer uma grande defesa e evitar o gol.
Final termina em confusão
O clima de união entre as duas equipes ficou apenas durante a homenagem à Chapecoense. Nos últimos minutos do duelo, jogadores de Atlético-MG e Grêmio iniciaram uma confusão que se estendeu até após o apito final.
A briga começou após Bolaños não deixar o time do Atlético-MG cobrar uma falta. Na sequência, o equatoriano tentou dar um chute na bola, iniciando a confusão. O clima tenso seguiu depois do apito final, mas durou pouco e rapidamente os brigões foram separados e o Grêmio pôde comemorar o título.
Homenagens à Chapecoense silencia um estádio sem caixões vermelhos
Antes de a bola rolar, um momento de emoção tomou conta da Arena do Grêmio. Jogadores das duas equipes e representantes da imprensa se abraçaram no meio do gramado para um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente com o avião que levava a Chapecoense para Medellín.
Em um momento poucas vezes visto antes no futebol brasileiro, o estádio ficou praticamente em silêncio durante a solenidade. Durante a homenagem, o goleiro Victor, do Atlético-MG, era um dos mais emocionados e não conseguiu conter o choro. Nas arquibancadas, torcedores também derramavam lágrimas e respeitaram um pedido gremista de não levarem caixões vermelhos ao estádio, em alusão ao possível rebaixamento do Internacional.
FICHA TÉCNICA
GRÊMIO X ATLÉTICO-MG
Torneio: 
Copa do Brasil
Data: 07/12/2016
Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 55.337 pessoas
Renda: R$ 5.105.964,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (FIFA/SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Kleber Lucio Gil (FIFA/SC)
Cartões amarelos: Erazo e Fábio Santos, do Atlético-MG
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann, Marcelo Oliveira; Walace, Ramiro, Maicon, Douglas; Everton e Luan. Técnico: Renato Gaúcho
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Gabriel, Erazo, Fábio Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete (Cazares), Júnior Urso (Maicosuel); Luan, Lucas Pratto e Robinho. Técnico: Diogo Giacomini
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Grêmio empata com Atlético-MG e é penta-campeão da Copa da Brasil 2016

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Bolaños, aos 43 do segundo tempo, marcou para o Tricolor e Cazares, nos descontos, deixou tudo igual


É CAMPEÃO. É CAMPEÃO. É PENTACAMPEÃO. O Grêmio é o Rei das Copas. A Copa do Brasil 2016 é azul, preta e branca. Na noite desta quarta-feira, 7 de dezembro de 2016, 55 mil torcedores presenciaram a redenção de um clube. O time de Grohe, Geromel, Maicon, Douglas e Luan, treinado pelo mito Renato Portaluppi conquistou a Copa do Brasil
2016, a quinta do Grêmio. Do rosto dos jogadores escorre suor e lágrimas. Torcedor gremista, encha os pulmões e
solte o grito preso há anos na garganta: É CAMPEÃO. Bolaños, aos 43 do segundo tempo, de perna esquerda, após jogada de Éverton, marcou o gol tricolor. Cazares, do meio de campo, encobriu Grohe e deixou tudo igual, mas a taça já tinha dono: Grêmio.
Tensão nos primeiros 45 minutos
A escalação do Atlético-MG deixou o time mineiro mais compacto e liberou a ação dos laterais. O Grêmio teve dificuldades para, quando com a posse de bola, conseguir trocar passes em velocidade e encaixar um contragolpe. O Galo se movimentava bastante pelo meio com Rafael Carioca, Leandro Donizete, Junior Urso e Luan. Walace, Ramiro e Maicon não conseguiam encaixar a marcação. O Atlético-MG, aos 4 minutos, teve a primeira chance. Junior Urso, de cabeça, após cruzamento da esquerda. O Tricolor, tenso, ficava atrás da linha da bola. Aos 8, Lucas Pratto arriscou de fora da área. Bola no canto. Grohe, bem posicionando, só acompanhou. Aos 12 foi a vez de Luan arriscar de longe. Para fora.
A torcida sentia a equipe nervosa e com dificuldade de sair para o contra-ataque. Passou a incentivar mais e fazer a Arena sacudir. O Grêmio respondeu dentro de campo. Aos 18, time partiu em contra-ataque pela direita. Luan foi derrubado perto da área. Douglas bateu a falta por cima. Aos 22, Ramiro e Edílson trocam passes até a bola sobrar para Maicon. O capitão chutou forte. A bola explodiu na defesa e saiu.
O Atlético-MG voltou a fazer suar frio os torcedores gremistas aos 26. Em jogada pela equerda, rolou para Rafael  Carioca que fez o corta-luz, mas ninguém arrematou. Dois minutos depois, Robinho, de cabeça, assustou. O Grêmio deu seu primeiro chute no gol aos 36. Recebeu na esquerda, cortou o marcador e bateu. Victor fez a defesa. Aos 40 minutos Douglas, de calcanhar, passou para Éverton. O atacante invadiu a área e cara a cara com o goleiro  chutou fraco. Victor fechou bem o ângulo e defendeu.
Segundo tempo
O Grêmio seguiu o mesmo script. Atrás da linha da bola, fechando os espaços e tentando o contra-ataque. A torcida empurrava o time. Pela esquerda, o time chegava com perigo. O Galo tentava responder, mas não conseguia mais a mesma força. O Tricolor passou a ficar no campo ofensivo. Aos 11, Edílson bateu falta direto. Victor tirou de soco. No lance seguinte, Luan, de fora da área, mandou no canto. O goleiro fez a defesa. O Galo sentiu a parte física. Passou a ter dificuldades na armação das jogadas. Bem posicionado, ocupando cada canto do campo, o Grêmio seguiu cadenciando a partida e alfinetando a zaga mineira. Luan, aos 17, após receber de Ramiro mandou por cima. Na tentativa do abafa, no cruzamento para a área do Grêmio, Grohe sai da meta para defender o toque de cabeça. Aos 35, Marcelo Oliveira cruzou para Éverton, que desviou, de leve, mas Erazo mandou para escanteio. O Galo estava atordoado sem saber o que fazer e cansado. Via os gremistas tocarem a bola. Bolaños, após jogada com Éverton, marcou para o Grêmio. Cazares, do meio da rua, acertou o gol. Tudo igual.
O Grêmio foi guerreiro, sim. Lutando pela bola, pelo gol e defendendo sua meta como leões. Um time campeão precisa de jogadores que saibam pensar. O Grêmio tem. Douglas, cerebral. Maicon, regente. Walace, guarda-costas. Kanemann, silencioso, impecável. Geromel, invísivel. A verdade é que o Grêmio campeão nunca foi 11. Trata-se de um grupo vencedor. Cada um na sua, articulados, monitorando o adversário, até recuperar a bola. O Atlético-MG não conseguiu jogar, o time de Renato suprimiu os espaços, cortou o passe e eliminou a aproximação dos meias e dos atacantes atleticanos.
Essa conquista do carrega uma lição de vida. O Grêmio foi humilhado pelo jejum, e a partir deste título atinge uma nova dimensão se transfigura e volta a ser o que todo torcedor gremista almeja: campeão. O Grêmio está no seu devido lugar: no topo, com a taça no armário, medalha e faixa no peito. Este é um time campeão, e podem apostar, pegaram o gosto, deu para perceber. O escritor uruguaio Eduardo Galeano escreveu que o fanático é o torcedor no manicômio. Na noite desta quarta, a fanática torcida gremista, em êxtase com o título, transformou a Arena no maior manicômio do Brasil. Libertadores 2017, aí vai o Grêmio.
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